Procura-se:
Caminho ideal, de pedras iguais, simétricas, limpas, sem pó,
nem caminho de volta.
Não pode ter mapas, placas, nem indicações para o GPS,
porque ninguém se perde nele.
Um caminho onde as curvas estão no lugar das rectas e as rectas têm ar de lombas. Esguio onde é preciso e largo onde convém.
Sem parasitas a pedir boleia.
Sem acidentes e sem idiotas.
Um caminho meu, feito de gigantes, anões, dias de sol e dias de chuva, com um fuso horário a cada canto para me queixar do jet-lag. Espelhos, missangas e os irritantes vasos de pot-pourri, para os dias em que me apeteça estoirar com alguma coisa.
"Devia ter ido para dentista"
Dia 74 - A urna.
Há 14 anos